Posicionado como rival direto da linha Fenix da Garmin, o Vertical 2 traz tela AMOLED brilhante, autonomia de bateria impressionante e um recurso inédito para a marca: lanterna LED embutida no bisel.

A lanterna LED embutida no bisel é a primeira do tipo em um relógio Suunto, e resolve um problema real para quem sai para caminhadas ou corridas antes do amanhecer — não precisa mais carregar uma lanterna separada. Combinada com o brilho de até 2.000 nits da tela AMOLED, a visibilidade em condições de pouca luz melhora significativamente em relação à geração anterior.
Historicamente, relógios com tela AMOLED sacrificam autonomia de bateria em troca de brilho e nitidez — o Vertical 2 quebra essa expectativa. Em testes práticos de trilha e navegação intensiva, a marca reportou consumo médio de cerca de 2% por hora com mapas e navegação ativos, o que se traduz em aproximadamente 50 horas de uso contínuo de GPS — números que colocam o relógio entre os mais duradouros da categoria com tela colorida.
Sendo justo com quem vai gastar o dinheiro: o Vertical 2 é um relógio pesado — os 87g da versão em aço inoxidável se fazem sentir claramente após um dia inteiro de uso. A interface de três botões também exige um período de adaptação maior do que sistemas com mais controles físicos, como o de cinco botões usado pela Garmin. Para quem já é habituado ao ecossistema Garmin, a curva de aprendizado inicial pode pesar na decisão — vale considerar a linha Fenix, já testada aqui no MundoWatch, se a familiaridade com a interface for prioridade.
O Suunto Vertical 2 se firma como um rival genuíno das linhas premium da Garmin, entregando autonomia de bateria excepcional, tela AMOLED brilhante e o diferencial real da lanterna integrada. Para atletas de ultra-endurance, alpinistas e trilheiros que valorizam autonomia acima de tudo, é uma escolha sólida. O peso elevado e a curva de aprendizado da interface são os principais pontos a considerar antes de trocar de ecossistema.